O tema "Poder Judiciário e Justiça Social nos Marcos da Crise Econômica" foi o assunto da segunda parte do Encontro dos Trabalhadores do Judiciário do Cone Sul, realizado durante todo o dia de ontem, 25 de janeiro. Durante a manhã, os participantes debateram "Assédio Moral -Autoritarismo e Democratização do Judiciário". O encontro foi realizado dentro do Fórum Social Temático 2012, que acontece em Porto Alegre [RS] até domingo, dia 29.
Durante a tarde, na mesa coordenada por Ramiro Lopez, coordenador da Fenajufe, estiveram novamente representantes da Argentina, Brasil e Uruguai. Iniciando os trabalhos, o brasileiro José Loguércio, professor e aposentado da Justiça Trabalhista, fez uma exposição sobre as origens da crise atual, que devastou a Europa e ameaça outros países. Para ele, a crise é globalizada somente em certos sentidos, pois ela estaria ligada somente aos países capitalistas mais poderosos.
Loguércio também não poupou críticas aos poderes que influenciam a ação do Estado: ele destacou a mídia como o único completamente controlado pelo neoliberalismo e afirmou que "enquanto a mídia for controlada por poucas famílias, o que significa falta de liberdade de expressão para uma grande parte do povo, o país não avançará na democracia", sentenciou o professor.
O papel do Judiciário
A atual atuação do Judiciário recebeu críticas dos quatro painelistas da tarde. Em comum em suas falas, a constatação de que a Justiça não está cumprindo seu papel de proteger os injustiçados, mas sim agindo a serviço do grande capital, de modo a facilitar ações neoliberais -haja vista a onipresente criminalização dos movimentos sociais. Nesse sentido, foi trazido à tona o Documento 319 do Banco Mundial, que visa exatamente isso: a Justiça a serviço do mercado.
Como exemplo, o professor José Loguércio cita os crimes de guerra, cujos autores punidos foram somente aqueles de países pobres -os "grandes criminosos", de países poderosos como Estados Unidos e França, nada sofreram. Opinião igual tem o argentino Hugo Blasco, da Federação Judicial Argentina: "a Justiça trata diferente um grande criminoso de guerra e um faminto que rouba um pão; mede cada um com uma régua diferente", acusou, acrescentando que "o Poder Judiciário, como operador do Estado, é o mais conservador de todos".
Mudanças necessárias
De acordo com Daniel Fessler, diretor do Centro de Estudos dos Trabalhadores do Judiciário do Uruguai, o mundo está mudando e, com ele, o papel do Estado. No entanto, o Poder Judiciário parece não ter acompanhado esta mudança: "o papel do Judiciário parece ser o de continuar a gerar um clima propício ao mercado nos países desenvolvidos", criticou.
O também uruguaio Sérgio Nuñez falou sobre a necessidade de inclusão da população no Poder Judiciário. Como exemplo, ele cita a dificuldade que existe quando o cidadão comum busca o atendimento judicial, mas não consegue nem entender a terminologia utilizada no processo. "Estamos [no Uruguai] sempre discutindo o Judiciário em fóruns e precisamos gerar mecanismos para que a população sinta-se incluída nisso", apontou Nuñez. "Precisamos de propostas de mudanças tangíveis para o Judiciário, para que o povo sinta que está sendo reconhecido", complementou.
O povo, inclusive, tem papel decisivo nessas mudanças, segundo Hugo Blasco, da Argentina: "só poderemos lutar contra as injustiças quando pudermos superar o sectarismo e agir em conjunto como classe trabalhadora", afirmou.
Fonte: Fenajufe
Reinaldo 24 de Janeiro de 2012 » postado em notícia relacionada
Esperemos que deste encontro saia uma moção de apoio a CNJ, já que a todo funcionário honesto deste poder, cabe a defesa da ação concorrente deste orgão corregedor, até para se proteger do assédio moral, não esqueçamos que juízes de instâncias inferiores são forçados por seus superiores a determinar sentenças que depois, sob benefício, são por estes anuladas. O preço por não fazer parte do conluio é ficar parado em sua carreira.
Que o CNJ continue a evitar reportagens como as constantes na páginas entre 34 e 42 da revista época desta semana. Isto é necessário para que ninguém venha a ter um filho ou parente que se envergonhe de ele(a) trabalhe no judiciário.
Abraços,
antoniorodrigues 27 de Janeiro de 2012
OS TRABALHOS TERÃO INICIO, apartide de 01022012????...é sóo procvurar nas paginas do JUSBRASIL- o servição que muitos brazeleiros tem dúvidas e precisam desta mãozinha! não esperem é so começar....parabens pela medita asumida...quem sabe do podre começam o porvir!!! esta na cara lavada só falta enchugarem-se. medida como esta! pinheirinho o retorno,dinheiro para a saúde e esta ainda é uma amedida?...da lógica. tem que se virar nos 30 o quanto é tempo(toninhodeolarias) estão esperando o que para comesçar?
antoniorodrigues 27 de Janeiro de 2012
a mãozinha dos que precisam está neste destaque A MENCIONADA NESTE JUSBRASIL!...¨***INSALLUBRIDADE***,QUEM REALMENTE PRECISA DE INFORMAÇÕES JURIDICAS...sãoa em número de uns 30 estãoa enganados confiram!!...o que pode vir acalhar cpom esta mencionada noticia aapresentada!.
antoniorodrigues 27 de Janeiro de 2012
O QUE FEZ OS LURUGUAIOS PENSAREM NESTA ESTAMPA? será que o JUSBRASIL,coloca a disposição nossos clamores?...um simples argumento para argumentaçoes(toninhodeolarias)
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